Ir direto para o conteúdo
Voltar

Ajuda

O que a fatura te diz, e o que a conta do solar realmente esconde.

Última atualização: 30 de julho de 2026

Onde acho o consumo em kWh?

Na sua fatura de energia, procure o histórico de consumo — normalmente um gráfico ou uma tabela com os últimos doze meses, em kWh. Some os doze e divida por doze, ou use o valor de um mês típico. Se o seu consumo varia muito entre verão e inverno, a média dos doze é o número certo.

Não use o valor em reais. A tarifa que a ANEEL publica é sem impostos, e a alíquota de ICMS muda de estado para estado e por faixa de consumo. Converter reais em kWh exigiria montar esse mapa, e um erro ali contamina todo o resultado. Preferimos pedir o número que já está na sua fatura.

Qual é o meu tipo de ligação?

Também está na fatura, geralmente perto dos dados técnicos da unidade consumidora. Ele define o mínimo que a distribuidora cobra todo mês, mesmo se você gerar toda a energia que consome:

  • Monofásica (2 fios) — mínimo de 30 kWh por mês (REN ANEEL 1.000/2021, art. 100, I)
  • Bifásica (3 fios) — mínimo de 50 kWh por mês (REN ANEEL 1.000/2021, art. 100, II)
  • Trifásica (4 fios) — mínimo de 100 kWh por mês (REN ANEEL 1.000/2021, art. 100, III)

Na dúvida, a maioria das residências é monofásica.

Por que a minha conta não vai zerar?

Por dois motivos, e os dois entram no cálculo:

  1. O custo de disponibilidade. É o mínimo da tabela acima. Você paga com ou sem painel, porque é o custo de estar conectado à rede.
  2. A cobrança da Lei 14.300/2022. Sobre a energia que você compensa, passou a incidir um percentual crescente da TUSD Fio B.

Calculadora que promete “conta zero” está ignorando os dois. Aqui a economia típica fica em torno de 70% a 75% da conta — que é muito, mas não é tudo.

O que é a TUSD Fio B?

A sua tarifa tem duas grandes partes: a TE, que é a energia em si, e a TUSD, que é o uso da rede de distribuição. Dentro da TUSD existe uma parcela chamada Fio B, que remunera especificamente a rede local.

A Lei 14.300/2022 determina que quem gera a própria energia pague um percentual crescente dessa parcela sobre o que compensa, conforme o ano de conexão:

  • 202315% da TUSD Fio B
  • 202430% da TUSD Fio B
  • 202545% da TUSD Fio B
  • 202660% da TUSD Fio B
  • 202775% da TUSD Fio B
  • 202890% da TUSD Fio B
  • 2029 em diante — a lei remete a regra a regulamentação da ANEEL, que ainda não foi publicada. O app assume a cobrança cheia, que é a hipótese menos favorável.

Lei 14.300/2022, art. 27, I.

Detalhe que muda o resultado em anos: o percentual incide sobre a Fio B, não sobre a TUSD inteira. Usamos a Fio B que a ANEEL publica para a sua distribuidora, que fica tipicamente entre 45% e 65% da TUSD. Aplicar o percentual sobre a TUSD toda inflaria a cobrança e encurtaria o payback no papel.

De onde vêm os dados?

  • Irradiação solar: Atlas Brasileiro de Energia Solar (LABREN/INPE, edição 2017), por sede municipal, no plano inclinado no ângulo da latitude. Cobre 5.569 dos 5.571 municípios.
  • Tarifas e TUSD Fio B: dados abertos da ANEEL — tarifa de aplicação do subgrupo B1 residencial e componentes tarifários, na vigência atual.
  • Qual distribuidora atende a cidade: indicadores gerenciais da distribuição (INDGER), da ANEEL, pelo número de unidades consumidoras ativas por município.

As premissas que usamos

Nenhuma delas vem de fonte oficial, e por isso todas aparecem na tela do resultado:

  • Desempenho do sistema: 80% Nenhum sistema entrega toda a energia que o sol traz: perde no inversor, no calor, na poeira e nos cabos. 80% é a ponta conservadora do que se mede na prática.
  • Perda de eficiência por ano: 0,5% ao ano Os painéis geram um pouco menos a cada ano. 0,5% é o que os fabricantes garantem por 25 anos — não uma estimativa otimista.
  • Horizonte do cálculo: 25 anos É o prazo da garantia de geração dos módulos.

Não encontrei a minha cidade

A busca ignora acento, mas não adivinha abreviação — digite o nome como ele é. Se ainda assim não aparecer, pode ser um dos dois casos que o Atlas de 2017 não cobre: Fernando de Noronha e municípios criados depois daquela edição. Nesses casos o app não tem a irradiação da sua localidade e diz isso, em vez de mostrar o número de outra cidade como se fosse o seu.

A distribuidora que apareceu não é a minha

Em 345 municípios há mais de uma distribuidora com tarifa publicada, normalmente uma cooperativa rural convivendo com a concessionária. Assumimos a de maior número de unidades consumidoras, que é o caso urbano, e a tela de resultado lista as outras para você trocar. A sua está impressa no alto da fatura.

Instalar o Payback Solar como aplicativo

O Payback Solar é um site, mas pode ganhar ícone na tela inicial e abrir em janela própria, sem a barra de endereço — igual a um aplicativo da loja. Não há download, não ocupa espaço relevante e você pode remover quando quiser.

Android, Chrome e Edge

Se o botão acima não apareceu, dá para instalar pelo menu do navegador:

  1. Abra o menu do navegador
  2. Escolha Instalar aplicativo ou Adicionar à tela inicial.
  3. Confirme em Instalar. O Payback Solar passa a abrir em janela própria, sem a barra de endereço.

iPhone e iPad (Safari)

No iOS a instalação parte de você, pelo botão Compartilhar:

  1. Toque no botão Compartilhar do Safari — o quadrado com uma seta para cima:
  2. Role a lista e toque em Adicionar à Tela de Início
  3. Confirme em Adicionar. O ícone do Payback Solar fica na tela de início, junto dos outros aplicativos.