Em quantos anos o painel solar se paga na sua casa?
Não com a média do Brasil: com o sol da sua cidade, a tarifa da sua distribuidora e a cobrança da Lei 14.300 já aplicada. Cada número mostra de onde veio.
Grátis, sem cadastro. Fontes: Atlas Brasileiro de Energia Solar (LABREN/INPE) e dados abertos da ANEEL.
Por que payback nacional único não existe
As duas variáveis que decidem o retorno variam demais entre cidades para caber num número só. Medimos as duas nas fontes oficiais:
1,61×
de diferença no sol
Entre a sede municipal mais ensolarada e a menos, no Atlas do INPE: de 3,78 a 6,08 kWh/m² por dia. Um sistema em Curitiba precisa ser maior que o mesmo sistema em Petrolina para gerar o mesmo tanto.
3,72×
de diferença na tarifa
Entre a distribuidora mais barata e a mais cara, entre as 88 com tarifa residencial vigente na ANEEL. Quanto mais caro o kWh, mais rápido o painel se paga.
Como a conta é feita
- 1
O sol da sua cidade
A irradiação da sede do seu município, no plano inclinado do telhado, com a série mês a mês — inclusive o pior mês do ano.
- 2
A sua distribuidora
Quem atende o seu município, pelos dados de unidades consumidoras da ANEEL, com a tarifa da resolução em vigor.
- 3
O tamanho do sistema
A potência necessária para cobrir o seu consumo, com 80% de desempenho — a ponta conservadora do que se mede na prática.
- 4
A Lei 14.300
A cobrança sobre a energia compensada, com a TUSD Fio B da sua distribuidora e o percentual do seu ano de conexão.
O que este app não estima — e por quê
Calculadora solar que promete precisão em tudo está inventando alguma parte. Aqui está o que ficou de fora, para você saber o que conferir com o integrador.
Os valores são sem impostos
A ANEEL publica a tarifa antes de ICMS e PIS/Cofins. A alíquota de ICMS é estadual e muda por estado e por faixa de consumo, e este app não inventa esse mapa. Na sua conta real, tanto o gasto quanto a economia são proporcionalmente maiores — o payback calculado aqui é, por isso, o cenário conservador.
O preço da instalação é o que você negocia
Não existe fonte pública de preço de sistema solar. Em vez de usar uma média inventada, o app calcula quanto você economiza por ano e deixa você informar o orçamento que recebeu — é a única forma de o payback ser o seu, e não o de uma média.
A regra depois de 2029 ainda não existe
A Lei 14.300/2022 escalona a cobrança até 2028 e manda a ANEEL definir o que vale a partir de 2029. Como ninguém pode saber, a projeção assume a cobrança cheia (100% da TUSD Fio B) daí em diante — a hipótese menos favorável, para não prometer retorno em cima de regra inexistente.
A irradiação é a da sede do município
O Atlas do LABREN/INPE publica por sede municipal, numa grade de cerca de 10 km. Telhados na mesma cidade recebem praticamente o mesmo sol; um sítio muito afastado da sede pode divergir. O que o cálculo não vê é o seu telhado: sombra de árvore, orientação e inclinação reais mudam a geração.
As premissas que usamos, à vista
- Desempenho do sistema80%
- Nenhum sistema entrega toda a energia que o sol traz: perde no inversor, no calor, na poeira e nos cabos. 80% é a ponta conservadora do que se mede na prática.
- Perda de eficiência por ano0,5% ao ano
- Os painéis geram um pouco menos a cada ano. 0,5% é o que os fabricantes garantem por 25 anos — não uma estimativa otimista.
- Horizonte do cálculo25 anos
- É o prazo da garantia de geração dos módulos.
Perguntas frequentes
Por que preciso informar o consumo em kWh e não o valor da conta?
Porque a tarifa que a ANEEL publica é sem impostos, e a alíquota de ICMS é definida por cada estado, mudando também por faixa de consumo. Converter reais em kWh exigiria montar esse mapa estado por estado, e um erro ali distorce todo o resultado. O consumo em kWh está impresso na sua fatura, no histórico dos últimos doze meses.
O que é a TUSD Fio B e por que ela importa tanto?
É a parcela da tarifa que remunera a rede de distribuição. A Lei 14.300/2022 determina que quem gera a própria energia pague um percentual crescente dessa parcela sobre a energia que compensa: 15% em 2023, chegando a 90% em 2028. É a diferença entre a antiga promessa de conta zero e a conta real de hoje. Usamos a Fio B publicada pela ANEEL para a sua distribuidora — não a TUSD inteira, que é bem maior e inflaria a cobrança.
Minha conta vai zerar?
Não. Todo cliente residencial paga um mínimo mensal mesmo gerando tudo que consome: 30 kWh na ligação monofásica, 50 na bifásica e 100 na trifásica. Esse custo de disponibilidade entra na conta com ou sem painel, e o cálculo aqui já o desconta da economia.
De onde vem a irradiação da minha cidade?
Do Atlas Brasileiro de Energia Solar, do LABREN/INPE, que publica a irradiação por sede municipal numa grade de cerca de 10 km. Usamos a variável de plano inclinado no ângulo da latitude, que é a situação de um telhado residencial. A conferência contra o modelo da NASA divergiu no máximo 7,3% nas capitais testadas.
Por que vocês não dizem quanto custa instalar?
Porque não existe fonte pública de preço de sistema solar no Brasil, e uma média de mercado não é o seu orçamento. Preferimos calcular quanto você economiza por ano — que sai de dado oficial — e deixar você informar a proposta que recebeu. Se ainda não tem proposta, mostramos o payback em faixas de preço por watt instalado.
A projeção de 25 anos é confiável?
Até 2028 ela segue percentuais que estão na lei. De 2029 em diante, a Lei 14.300 manda a ANEEL definir a regra, e isso ainda não foi publicado — a projeção assume a cobrança cheia da Fio B, que é a hipótese menos favorável. Também não projetamos aumento de tarifa nem inflação: a conta é feita com a tarifa de hoje, o que torna o payback um pouco mais longo do que provavelmente será.
Encontrei a minha cidade, mas não a minha distribuidora.
Em 345 municípios há mais de uma distribuidora, normalmente uma cooperativa rural convivendo com a concessionária. Assumimos a que tem mais unidades consumidoras na cidade, que é o caso urbano, e a tela permite trocar. A sua distribuidora está impressa no alto da fatura.